Marcela Reinhardt http://marcelareinhardt.nireblog.com Sat, 27 Jun 2009 19:46:51 -0300 Marcela Reinhardt http://static.nireblog.com/imagenes/logo.png http://marcelareinhardt.nireblog.com http://nireblog.com MUDANÇA DE BLOG http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2009/03/29/mudanca-de-blog http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2009/03/29/mudanca-de-blog Bem, este post é de despedida deste blog, estou mudando de endereço e deixando para trás todas estas publicações, agora todos podem me acompanhar no endereço:
http://marcelareinhardt.blogspot.com/
Aguardo a visita de vocês em meu novo endereço!
Beijos!

p.s.: dentro de alguns dias este endereço será deletado!

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Sun, 29 Mar 2009 15:18:51 -0300
Ismália 2 http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2009/02/04/ismalia-2 http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2009/02/04/ismalia-2 ismalia.jpg

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Wed, 04 Feb 2009 20:20:46 -0300
ISMÁLIA http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2009/02/04/ismalia http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2009/02/04/ismalia Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...

Alphonsus de Guimarãens

De tanto que gosto deste poema, por ser, acho eu, o meu favorito, o publico de novo no meu blog, para que quem nunca o leu, possa ler agora e se apaixonar por tudo o que ele é...
E olha que eu sou a pessoa mais indecisa para dizer "meu favorito", porque quando digo que uma coisa é "Minha favorita", logo penso em outras 10, no mínimo, que podem ser minhas favoritas também... Isso acontece com música, com filme, com bandas e por aí vai...

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Wed, 04 Feb 2009 20:15:51 -0300
Pelotas, 31 de janeiro de 2009. http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2009/01/31/pelotas-31-de-janeiro-de-2009 http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2009/01/31/pelotas-31-de-janeiro-de-2009 Mais um mês se foi e agora eu não sei como seguirei escrevendo com o esta reforma ortográfica, que só dificulta a minha vida, precisarei ou de um Word novo, ou descobrir como modificar o dicionário deste.
Mas não poderei mais acentuar como demorei a aprender, e não poderei mais escrever com acentos “idéia”, “estréia”, “vôo”, que já são acentuados automaticamente no meu Word, claro que não é o Word o problema, mas sim esta regra que eu não entendo o porquê de sua existência, apesar das justificativas que não me servem.
Hoje chove em Pelotas, e está assim há dias, deixando pessoas desabrigadas, feridas e algumas mortas. Estranho e triste, mas pontes caíram, casas desabaram, ruas alagaram e cidades ficaram isoladas. E isso que era para ser apenas chuva de verão.

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Sat, 31 Jan 2009 14:34:52 -0300
Um post sobre o sono http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2009/01/24/um-post-sobre-o-sono http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2009/01/24/um-post-sobre-o-sono sono1.jpgsono2.jpgsono3.jpgUm post sobre o sonosono5.jpg
O sono, ai o sono...
Um post em homenagem aquele que me domina quando bem entende, aquele que me ama e pouco abandona...
Sono Sono Sono Sono...

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Sat, 24 Jan 2009 13:20:31 -0300
Pelotas http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2009/01/07/pelotas http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2009/01/07/pelotas Pelotas, 07 de janeiro de 2009.

Já me desacostumei a escrever e a ser o que sempre costumei.
Hoje acordo cedo, durmo cedo, trabalho muito e bebo pouco; dou menos risada e me stresso mais; vejo menos os meus amigos e me olho menos no espelho; vejo menos o dia e sinto menos as pessoas; sinto menos a mim mesma.
Este é o processo que eu espero não ser eterno, não ser definitivo.
Escrevendo hoje sinto que estou adormecida, mas não morta, morta nunca, duvido encontrar vida que me mate, que mate meu espírito.
Hoje venho aqui escrever já nem sei porquê, pois meu blog ficou abandonado, acho que poucos ainda virão aqui e poucos eu visitarei também, pois o tempo é escasso, e o que sobra procuro estar em meio as pessoas para não me tornar totalmente maquina, já que passo boa parte do meu tempo na frente dela.
Não estou triste, apenas pensativa; não estou entediada apenas refletindo para não esquecer que ainda penso, tenho idéias e desgosto de certas coisas.
Marcela Reinhardt.

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Wed, 07 Jan 2009 19:48:02 -0300
Meses http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/11/01/meses http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/11/01/meses Setembro não existiu para o meu blog, e o que parecia morto hoje renasce... até quando não se sabe... apenas volta, pois a vida não é mais a mesma.
Hoje acordo todo dia as 8h da manhã, hoje trabalho 8h por dia.
Hoje tenho sábados a tarde e domingos para meus passeios e hobbies.
Hoje tenho dois dentes a menos, dois cisos a menos e uma boca mole que faz eu me sentir o Duas Caras.

Outubro não existiu para o meu blog, e para mim foi uma mês de desafios que não terminaram ainda.
Hoje tenho muito.
Hoje meus domingos valem mais que céu azul.
Hoje sentar e descansar é tudo o que eu preciso.

Novembro começou com dois cisos a menos.
Novembro começou com duas notas 2,6 e um 9,8.
Começou com antibiótico e antiinflamatório.
Começou com feira do livro, sorvete e pure de batatas.
E hoje verei meu amor, estarei com ele a noite e amanhã será um domingo nosso, para passearmos e estarmos juntos.

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Sat, 01 Nov 2008 20:48:24 -0300
Carrière http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/08/20/carriere http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/08/20/carriere carriere1.jpg

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Wed, 20 Aug 2008 18:47:17 -0300
A Linguagem Secreta do Cinema http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/08/19/a-linguagem-secreta-do-cinema http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/08/19/a-linguagem-secreta-do-cinema Depois de um tempo sem ler um livro decidi passar na biblioteca da faculdade e pegar alguma coisa que me interessasse e não me deixasse sentir falta de internet, já que estou sem este artifício maluco na modernidade em casa. Fui na sessão de cinema, minha favorita, e peguei para ler pela primeira vez esta obra que é leitura obrigatória de toda pessoa que gosta, trabalha ou pretende trabalhar com cinema, A LINGAGEM SECRETA DO CINEMA, de JEAN-CLAUDE CARRIÈRE.
Realmente eu concordo com tudo de bom que dizem sobre o livro apenas tendo lido um capítulo. De forma simples, tranquila, fácil de ler o autor explora a linguagem totalmente nova que o cinema trouxe para nosso mundo. Mostra a evolução desta a partir das mudanças tecnológicas e de como nossa visão se acostumou a ver filmes e entender a linguagem sem que aja necessidade de grandes explicações com relação ao que acontece nas cenas dos filmes. O cinema alterou a percepção das pessoas e é influenciado por tudo o que nos cerca.
Amei o livro e concerteza recomendo para todo mundo que tenha interesse no tema!

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Tue, 19 Aug 2008 21:26:29 -0300
No Retiro da Figueira (Moacyr Scliar) http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/08/11/no-retiro-da-figueira-moacyr-scliar http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/08/11/no-retiro-da-figueira-moacyr-scliar Sempre achei que era bom demais. O lugar, principalmente. O lugar era... Era maravilhoso. Bem como dizia o prospecto: maravilhoso. Arborizado, tranqüilo, um dos últimos locais – dizia o anúncio – onde você pode ouvir um bem-te-vi cantar. Verdade: na primeira vez que fomos lá ouvimos o bem-te-vi. E também constatamos que as casas eram sólidas e bonitas, exatamente como o prospecto as descrevia: estilo moderno, sólidas e bonitas. Vimos os gramados, os parques, os pôneis, o pequeno lago. Vimos o campo de aviação. Vimos a majestosa figueira que dava nome ao condomínio: Retiro da Figueira.
Mas o que mais agradou à minha mulher foi a segurança. Durante todo o trajeto de volta à cidade – e eram uns bons cinqüenta minutos – ela falou, entusiasmada, da cerca eletrificada, das torres de vigia, dos holofotes, do sistema de alarmes – e sobretudo dos guardas. Oito guardas, homens fortes, decididos – mas amáveis, educados. Aliás, quem nos recebeu naquela visita, e na seguinte, foi o chefe deles, um senhor tão inteligente e culto que logo pensei: “ah, mas ele deve ser formado em alguma universidade”. De fato: no decorrer da conversa ele mencionou – mas de maneira casual – que era formado em Direito. O que só fez aumentar o entusiasmo de minha mulher.
Ela andava muito assustada ultimamente. Os assaltos violentos se sucediam na vizinhança; trancas e porteiros eletrônicos já não detinham os criminosos. Todos os dias sabíamos de alguém roubado e espancado; e quando uma amiga nossa foi violentada por dois marginais, minha mulher decidiu – tínhamos de mudar de bairro. Tínhamos de procurar um lugar seguro.
Foi então que enfiaram o prospecto colorido sob nossa porta. Às vezes penso que se morássemos num edifício mais seguro o portador daquela mensagem publicitária nunca teria chegado a nós, e, talvez... Mas isto agora são apenas suposições. De qualquer modo, minha mulher ficou encantada com o Retiro da Figueira. Meus filhos estavam vidrados nos pôneis. E eu acabava de ser promovido na firma. As coisas todas se encadearam, e o que começou com um prospecto sendo enfiado sob a porta transformou-se – como dizia o texto – num novo estilo de vida.
Não fomos os primeiros a comprar casa no Retiro da Figueira. Pelo contrário; entre nossa primeira visita e a segunda – uma semana após – a maior parte das trinta residências já tinha sido vendida. O chefe dos guardas me apresentou a alguns dos compradores. Gostei deles: gente como eu, diretores de empresa, profissionais liberais, dois fazendeiros. Todos tinham vindo pelo prospecto. E quase todos tinham se decidido pelo lugar por causa da segurança.
Naquela semana descobri que o prospecto tinha sido enviado apenas a uma quantidade limitada de pessoas. Na minha firma, por exemplo, só eu o tinha recebido. Minha mulher atribuiu o fato a uma seleção cuidadosa de futuros moradores – e viu nisso mais um motivo de satisfação. Quanto a mim, estava achando tudo muito bom. Bom demais.
Mudamo-nos. A vida lá era realmente um encanto. Os bem-te-vis eram pontuais: às sete da manhã começavam seu afinado concerto. Os pôneis eram mansos, as aléias ensaibradas estavam sempre limpas. A brisa agitava as árvores do parque – cento e doze, bem como dizia o prospecto. Por outro lado, o sistema de alarmes era impecável. Os guardas compareciam periodicamente à nossa casa para ver se estava tudo bem – sempre gentis, sempre sorridentes. O chefe deles era uma pessoa particularmente interessada: organizava festas e torneios, preocupava-se com nosso bem-estar. Fez uma lista dos parentes e amigos dos moradores – para qualquer emergência, explicou, com um sorriso tranqüilizador. O primeiro mês decorreu – tal como prometido no prospecto – num clima de sonho. De sonho, mesmo.
Uma manhã de domingo, muito cedo – lembro-me que os bem-te-vis ainda não tinham começado a cantar – soou a sirene de alarme. Nunca tinha tocado antes, de modo que ficamos um pouco assustados – um pouco, não muito. Mas sabíamos o que fazer: nos dirigimos, em ordem, ao salão de festas, perto do lago. Quase todos ainda de roupão ou pijama.
O chefe dos guardas estava lá, ladeado por seus homens, todos armados de fuzis. Fez-nos sentar, ofereceu café. Depois, sempre pedindo desculpas pelo transtorno, explicou o motivo da reunião: é que havia marginais nos matos ao redor do Retiro e ele, avisado pela polícia, decidira pedir que não saíssemos naquele domingo.
– Afinal – disse, em tom de gracejo – está um belo domingo, os pôneis estão aí mesmo, as quadras de tênis...
Era mesmo um homem muito simpático. Ninguém chegou a ficar verdadeiramente contrariado.
Contrariados ficaram alguns no dia seguinte, quando a sirene tornou a soar de madrugada. Reunimo-nos de novo no salão de festas, uns resmungando que era segunda-feira, dia de trabalho. Sempre sorrindo, o chefe dos guardas pediu desculpas novamente e disse que infelizmente não poderíamos sair – os marginais continuavam nos matos, soltos. Gente perigosa; entre eles, dois assassinos foragidos. À pergunta de um irado cirurgião o chefe dos guardas respondeu que, mesmo de carro, não poderíamos sair; os bandidos poderiam bloquear a estreita estrada do Retiro.
– E vocês, por que não nos acompanham? – perguntou o cirurgião.
– E quem vai cuidar da família de vocês? – disse o chefe dos guardas, sempre sorrindo. 15º § Ficamos retidos naquele dia e no seguinte. Foi aí que a polícia cercou o local: dezenas de viaturas com homens armados, alguns com máscaras contra gases. De nossas janelas nós os víamos e reconhecíamos: o chefe dos guardas estava com a razão.
Passávamos o tempo jogando cartas, passeando ou simplesmente não fazendo nada. Alguns estavam até gostando. Eu não. Pode parecer presunção dizer isto agora, mas eu não estava gostando nada daquilo.
Foi no quarto dia que o avião desceu no campo de pouso. Um jatinho. Corremos para lá.
Um homem desceu e entregou uma maleta ao chefe dos guardas. Depois olhou para nós – amedrontado, pareceu-me – e saiu pelo portão da entrada, quase correndo.
O chefe dos guardas fez sinal para que não nos aproximássemos. Entrou no avião. Deixou a porta aberta, e assim pudemos ver que examinava o conteúdo da maleta. Fechou-a, chegou à porta e fez um sinal. Os guardas vieram correndo, entraram todos no jatinho. A porta se fechou, o avião decolou e sumiu.
Nunca mais vimos o chefe e seus homens. Mas estou certo que estão gozando o dinheiro pago por nosso resgate. Uma quantia suficiente para construir dez condomínios iguais ao nosso – que eu, diga-se de passagem, sempre achei que era bom demais.

(Os melhores contos. 2. Ed. São Paulo, Global, 1968.)

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Mon, 11 Aug 2008 21:42:43 -0300
Nada te alcançaria http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/07/18/nada-te-alcancaria http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/07/18/nada-te-alcancaria Nem que eu quisesse.

Nada paga por uma noite assim
Poder dormir no meio dos teus braços
Poder dormir após te beijar
E acordar sentindo ainda teu calor
E todos os beijos que tu podes dar

Nada supera a sensação de harmonia
Que em dias turbulentos apenas tu me trazes

Nada se parece com o teu sorriso de manhã
Nem que eu pudesse dominar o mundo
Eu veria algo parecido na natureza

Nada pode explicar o quanto eu gosto
De apenas sentir os teus dedos entrelaçando os meus

O carinho que eu sinto perto de ti
Não pode ser comprado nem por todo o dinheiro do mundo
Não pode ser encontrado em nenhum outro corpo

A sedução destes dias não pode ser apagada
Nem por uma pobre memória
A calma e a vontade de estar ao teu lado
Apenas pedaço do que eu posso dizer
Que sinto quando te vejo

Nada explica isso
Nunca explicou
Nada explica erros e acertos
Não sei onde acerto, mas estar contigo agora
É a melhor coisa que eu poderia ter escolhido
Fugir do mundo nos teus braços me deixa mais forte
Pra encarar o mundo ao me afastar deles

Nada compraria isso
Nada substituiria isso à altura

Nem que eu quisesse.

Marcela Reinhardt
Pelotas, 18 de julho de 2008.

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Fri, 18 Jul 2008 05:41:28 -0300
O Sonho http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/06/03/o-sonho http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/06/03/o-sonho Contando segundos e estrelas
Dorme como uma fada
Veste seu corpo do mais puro tecido
Abre os olhos no primeiro minuto da luz
Não pode perder o tempo correr
Não quer perder de ver a última estrela dormir
Mas dormiu antes de acordar
Enquanto as pálpebras estavam pesadas
Teve sonhos
Sonhou com um dia de céu verde
E árvores azuis
Sonhou com o orvalho castanho
Sonhou com borboletas a atacando
Sem chance de vencer
Acordou sem sentir suas pernas
Despertou pro dia comum
E perdeu o deitar da lua
Despertou com o brilho do sol
Maltratando sua retina
Nenhuma nuvem a salvá-la
Guardava no peito o que só seu coração suportara.
Canta versos estranhos
Navega sem um barco pelo rio
E não faz diferença
Pois chegará ao mesmo ponto de onde saiu.
Em alguns segundos
Sem sentir seu corpo foi devorado
Pelas formigas que dormiam junto
Ao seu belo e leve corpo
Não há porque voltar
Decidiu fechar os olhos e esperar
A primeira estrela acordar
Para então voltar a sonhar.
E sonhou ser uma princesa
No meio do deserto
E viu seu castelo como resto
De glória, de vida
Em um segundo as formigas transformaram-se
Em grãos de areia que sujam sua pele
Não restava nada se não deitar
E esperar a sede matar
Ao cair sentiu seu joelho bater forte
E não doer, talvez não doesse a morte também
Fechou os olhos e despertou
Sentindo pingos de chuva em sua face
Apenas abre a boca e bebe tudo o que der
Não morrerá mais de sede
E também não está mais no deserto
Está no meio de uma chuva que não é chuva
E ao seu redor ao longe vê luzes de postes
De cidade
Não vê as estrelas e nem sente o sol
É madrugada
O silêncio do deserto se transformou em gritos
Mas seu corpo ainda é
Apenas ilusão
Instrumento velho usado e jogado fora
Não é mais parte daquilo
Não é mais fada, nem bela
É estúpida velha a morrer no meio da rua.
Entre presente, passado e futuro
Perdeu-se
Entre sonho, imaginação e delírio
Perdeu-se ao tentar lembrar o que era real
E já nem fazia diferença
Já não estava mais aqui
Voou, agora sim,
Como uma fada
E sonhou como nunca antes
Flutuou sob as estrelas.
Aquele corpo gasto já não era mais seu
Agora era mais que antes
Era o universo todo
Era tudo o que existia
E não mais limite físico

Marcela Reinhardt
Pelotas, 3 de junho de 2008.

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Tue, 03 Jun 2008 01:36:20 -0300
Neste Instante http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/05/27/neste-instante http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/05/27/neste-instante Sentei-me lentamente na areia
Fiz os grãos se espalharem
Deixei os pés descalços
E esperei as ondas me alcançarem

O vento tratou de desarrumar meus cabelos
E a água fria de leve tocou meus pés
Quando a grande nuvem aproximou-se
Senti os pingos de chuva em meus lábios

Neste instante senti saudade
E desejei trocar
A areia por seu corpo

O vento por suas mãos
O mar por seus pés
E a chuva por seus lábios

Marcela Reinhardt

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Tue, 27 May 2008 14:54:46 -0300
23 de maio http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/05/23/23-de-maio http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/05/23/23-de-maio Besteira não posso ser, apenas me sinto em um barco incerto... Com os braços fortes a remar, mas sem certeza quanto à direção a seguir.
Desconheço o barco que lido, nem sei até onde quero ir, não é fácil viver.
Ninguém me disse que seria, mas apenas queria que fosse tudo sempre claro e simples.
Não é.
E o que fazer então?
Desistir jamais, já passou meu tempo de pensar em desistir, estou longe demais na vida para deixá-la para trás. Agora só me resta seguir até o final.
Às vezes me reconheço no espelho, e lembro de mim correndo perdida no mundo louco que eu estava descobrindo. Agora já descobri e me surpreendo do quanto difícil está sendo acreditar quando descrente me mostrei.
Há passos simples como eu quero e outros que eu nem enxergo direito e quando percebo já me levaram a algum lugar, muitas vezes não escolhido.
Pelo menos posso dizer que estou aonde eu queria estar agora.

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Fri, 23 May 2008 02:15:56 -0300
mais uma http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/05/07/mais-uma http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/05/07/mais-uma Somos mendigos
Somos mães, filhos, pais e avós
Que já não sabem amar.
Somos pássaros que perderam suas asas
E o tempo não ajuda, não.
Somos o vento frio que corta
Não somos o calor que une.
Somos os degraus que só descemos
Porque não sabemos mais subir.
Somos manhãs, tardes e noites
Onde o amor não está.
Somos o horizonte que ninguém alcançará.
Somos o ódio escondido em gargalhadas.
Somos vinho que mancha toda a falsa magia.
Não somos magos, nem estrelas
Nem ao morrer seremos.
Não somos sinceridade nem criatividade
Não somos arte nem beleza.
Somos o mundo
Somos tudo o que não queremos ver
E nos deitamos pra esconder.

Marcela
26/04/2007.

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Wed, 07 May 2008 01:51:09 -0300
Sentidos http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/05/04/sentidos http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/05/04/sentidos Por onde andam os meus sentidos?
Meu paladar está estranho
Só amargo reconheço;
Meus olhos embaçados
Me fazem ser tão frágil;
Meu nariz não te percebe,
Ele não sente o que os outros sentem;
O que eu ouço é tão estranho
Apenas palavras desconexas
E o toque é só o que me sobra.
Nele eu me escoro,
Me faz ver o mundo.
Lembro bem do toque
E não esqueço do quanto era
Pele macia
O quanto foi curto o tempo
E como eu te senti.
Não lembro do seu rosto, seu cheiro,
Seu gosto, seu som, mas lembro bem do seu toque.
Não esqueço.
Fecho os olhos e amanheço em seus braços
Nenhuma lágrima caiu por você
Mas meu peito já doeu.

Marcela Reinhardt

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Sun, 04 May 2008 04:58:28 -0300
O tempo http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/04/26/o-tempo http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/04/26/o-tempo "A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará."

Mário Quintana

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Sat, 26 Apr 2008 17:59:46 -0300
THE DOORS - PORTO ALEGRE/2008 - EU FUUUIII http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/04/14/the-doors-porto-alegre2008-eu-fuuuiii http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/04/14/the-doors-porto-alegre2008-eu-fuuuiii show-doors-poa-36.jpgAAAAAAAAAAAAAAA
Por enquanto não consigo dizer muito além de AAAAAAAAAAAAAAAA
Cara, o Doors!!! Eu nunca sonhei ver o Ray e o Robby,ali há poucos metros de mim tocando músicas do Doors! Cara.. o que eu posso dizer???

...aaaAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAaaa...

FOTOS EM MINHAS IMAGENS!!!! (o ícone está lá embaixo a direita)

perfil do orkut : http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=7282722246676895819

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Mon, 14 Apr 2008 01:09:55 -0300
Ano 2008 http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/01/28/ano-2008 http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/01/28/ano-2008 E o ano mudou... mudaram os números que contamos... mudaram as datas... os beijos, os abraços voltaram...
o sete virou oito... o um virará dois em abril... e em abril teremos outono... e folhas caindo... teremos o que ninguém ainda sabe... mas todos têm planos para dezembro...

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Mon, 28 Jan 2008 01:37:30 -0300
post http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2007/11/15/post http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2007/11/15/post La Nuova Gioventú
Legião Urbana

Tudo que sei
É que você quis partir
Eu quis partir você
Tirar você de mim
Demorei para esquecer
Demorei para encontrar
Um lugar onde você não me machucasse mais
E aguardei um pouco
Por que o tempo é mercúrio cromo

Meu relógio gira de dois em dois minutos

Amanhece, e o tempo não muda
Só clareia a minha noite
E começa a minha rotina

Mais um dia ao meio-dia eu acordei
Perdi a hora ontem a noite
E acordei com o som das panelas
Dormi ao som dos pássaros
Que livremente declamam seus poemas
Felizes voam com seus amigos,
Filhos e parentes

Os amores se acompanham
E dormem juntos em noites de chuva
Vêem filmes românticos e se beijam no final

Os amigos comem pizza em dias de festa
E bebem para sorrir
E sorriem para não chorar quando é dia triste

Hoje acordei com uma ressaca
De quem muito foi fundo na dor
E se perdeu
Todos me perguntaram se estava doente
Doente de amor, de saudade
Passei a noite me procurando no escuro
Disfarçando a noite com sons e cores

Marcela
Pelotas, 13 de novembro de 2007.

Tu sabes quem tu és?
Tu és aquele que me faz acordar feliz
Só por saber que hoje é dia te ver
Tu és aquele que me faz sorrir
Nos dias mais difíceis
Aquele que faz com que eu
Esqueça os meus males
Aquele que abafa minha TPM
Com simples beijos sinceros

Tu sabes quem tu és?
Tu és aquele que me ajuda a andar
Nas tristes noites escuras
Tu és aquele que aquece
Não só meu corpo, como todo meu ser
Aquele que mesmo distante
Faz escapar de meus lábios sorrisos puros
Aquele que me traz felicidade
Mesmo sem perceber.

Marcela
01/07/2007

Tom Jobim - Retrato em Branco e Preto

Já conheço os passos dessa estrada
Sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cor
Já conheço as pedras do caminho,
E sei também que ali sozinho,
Eu vou ficar tanto pior
O que é que eu posso contra o encanto,
Desse amor que eu nego tanto
Evito tanto, E que no entanto,
Volta sempre a enfeitiçar
Com seus mesmos tristes, velhos fatos,
Que num álbum de retratos,
Eu teimo em colecionar
Lá vou eu de novo como um tolo,
Procurar o desconsolo,
Que cansei de conhecer
Novos dias tristes, noites claras,
Versos, cartas, minha cara,
Ainda volto a lhe escrever
Pra lhe dizer que isso é pecado,
Eu trago o peito tão marcado
De lembranças do passado,
E você sabe a razão
Vou colecionar mais um soneto,
Outro retrato em branco e preto,
A maltratar meu coração

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Thu, 15 Nov 2007 14:33:00 -0300