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<title>Marcela Reinhardt </title>
<link>http://marcelareinhardt.nireblog.com</link>
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<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 20:12:25 -0300</pubDate>
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<title>Marcela Reinhardt </title>
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	<title>MUDANÇA DE BLOG</title>
	<link>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2009/03/29/mudanca-de-blog</link>
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		<description><![CDATA[<p>Bem, este post é de despedida deste blog, estou mudando de endereço e deixando para trás todas estas publicações, agora todos podem me acompanhar no endereço:<br />
http://marcelareinhardt.blogspot.com/<br />
Aguardo a visita de vocês em meu novo endereço!<br />
Beijos!
</p>
<p>p.s.: dentro de alguns dias este endereço será deletado!
</p>
<p><a href="http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2009/03/29/mudanca-de-blog#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sun, 29 Mar 2009 15:18:51 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Ismália 2</title>
	<link>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2009/02/04/ismalia-2</link>
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		<description><![CDATA[<p><img id="image469224" src="http://files.nireblog.com/blogs/marcelareinhardt/files/ismalia.jpg" alt="ismalia.jpg" align="middle" class="imgcentro" />
</p>
<p><a href="http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2009/02/04/ismalia-2#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Wed, 04 Feb 2009 20:20:46 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>ISMÁLIA</title>
	<link>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2009/02/04/ismalia</link>
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		<description><![CDATA[<p>Quando Ismália enlouqueceu,<br />
            Pôs-se na torre a sonhar...<br />
            Viu uma lua no céu,<br />
            Viu outra lua no mar.</p>
<p>            No sonho em que se perdeu,<br />
            Banhou-se toda em luar...<br />
            Queria subir ao céu,<br />
            Queria descer ao mar...</p>
<p>            E, no desvario seu,<br />
            Na torre pôs-se a cantar...<br />
            Estava perto do céu,<br />
            Estava longe do mar...</p>
<p>            E como um anjo pendeu<br />
            As asas para voar...<br />
            Queria a lua do céu,<br />
            Queria a lua do mar...</p>
<p>            As asas que Deus lhe deu<br />
            Ruflaram de par em par...<br />
            Sua alma subiu ao céu,<br />
            Seu corpo desceu ao mar...</p>
<p>Alphonsus de Guimarãens</p>
<p>   De tanto que gosto deste poema, por ser, acho eu, o meu favorito, o publico de novo no meu blog, para que quem nunca o leu, possa ler agora e se apaixonar por tudo o que ele é...<br />
   E olha que eu sou a pessoa mais indecisa para dizer "meu favorito", porque quando digo que uma coisa é "Minha favorita", logo penso em outras 10, no mínimo, que podem ser minhas favoritas também... Isso acontece com música, com filme, com bandas e por aí vai...
</p>
<p><a href="http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2009/02/04/ismalia#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Wed, 04 Feb 2009 20:15:51 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Pelotas, 31 de janeiro de 2009.</title>
	<link>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2009/01/31/pelotas-31-de-janeiro-de-2009</link>
	<guid>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2009/01/31/pelotas-31-de-janeiro-de-2009</guid>
		<description><![CDATA[<p>Mais um mês se foi e agora eu não sei como seguirei escrevendo com o esta reforma ortográfica, que só dificulta a minha vida, precisarei ou de um Word novo, ou descobrir como modificar o dicionário deste.<br />
Mas não poderei mais acentuar como demorei a aprender, e não poderei mais escrever com acentos “idéia”, “estréia”, “vôo”, que já são acentuados automaticamente no meu Word, claro que não é o Word o problema, mas sim esta regra que eu não entendo o porquê de sua existência, apesar das justificativas que não me servem.<br />
Hoje chove em Pelotas, e está assim há dias, deixando pessoas desabrigadas, feridas e algumas mortas. Estranho e triste, mas pontes caíram, casas desabaram, ruas alagaram e cidades ficaram isoladas. E isso que era para ser apenas chuva de verão.
</p>
<p><a href="http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2009/01/31/pelotas-31-de-janeiro-de-2009#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sat, 31 Jan 2009 14:34:52 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Um post sobre o sono</title>
	<link>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2009/01/24/um-post-sobre-o-sono</link>
	<guid>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2009/01/24/um-post-sobre-o-sono</guid>
		<description><![CDATA[<p><img id="image464548" src="http://files.nireblog.com/blogs/marcelareinhardt/files/sono1.jpg" alt="sono1.jpg" align="left" /><img id="image464551" src="http://files.nireblog.com/blogs/marcelareinhardt/files/sono2.jpg" alt="sono2.jpg" align="left" /><img id="image464553" src="http://files.nireblog.com/blogs/marcelareinhardt/files/sono3.jpg" alt="sono3.jpg" align="left" /><img id="image464554" src="http://files.nireblog.com/blogs/marcelareinhardt/files/sono4.jpg" alt="Um post sobre o sono" align="left" /><img id="image464556" src="http://files.nireblog.com/blogs/marcelareinhardt/files/sono5.jpg" alt="sono5.jpg" align="left" /><br />
O sono, ai o sono...<br />
Um post em homenagem aquele que me domina quando bem entende, aquele que me ama e pouco abandona...<br />
Sono Sono Sono Sono...
</p>
<p><a href="http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2009/01/24/um-post-sobre-o-sono#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sat, 24 Jan 2009 13:20:31 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Pelotas</title>
	<link>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2009/01/07/pelotas</link>
	<guid>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2009/01/07/pelotas</guid>
		<description><![CDATA[<p>Pelotas, 07 de janeiro de 2009.</p>
<p>Já me desacostumei a escrever e a ser o que sempre costumei.<br />
Hoje acordo cedo, durmo cedo, trabalho muito e bebo pouco; dou menos risada e me stresso mais; vejo menos os meus amigos e me olho menos no espelho; vejo menos o dia e sinto menos as pessoas; sinto menos a mim mesma.<br />
Este é o processo que eu espero não ser eterno, não ser definitivo.<br />
Escrevendo hoje sinto que estou adormecida, mas não morta, morta nunca, duvido encontrar vida que me mate, que mate meu espírito.<br />
Hoje venho aqui escrever já nem sei porquê, pois meu blog ficou abandonado, acho que poucos ainda virão aqui e poucos eu visitarei também, pois o tempo é escasso, e o que sobra procuro estar em meio as pessoas para não me tornar totalmente maquina, já que passo boa parte do meu tempo na frente dela.<br />
Não estou triste, apenas pensativa; não estou entediada apenas refletindo para não esquecer que ainda penso, tenho idéias e desgosto de certas coisas.<br />
Marcela Reinhardt.
</p>
<p><a href="http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2009/01/07/pelotas#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 19:48:02 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Meses</title>
	<link>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/11/01/meses</link>
	<guid>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/11/01/meses</guid>
		<description><![CDATA[<p>Setembro não existiu para o meu blog, e o que parecia morto hoje renasce... até quando não se sabe... apenas volta, pois a vida não é mais a mesma.<br />
Hoje acordo todo dia as 8h da manhã, hoje trabalho 8h por dia.<br />
Hoje tenho sábados a tarde e domingos para meus passeios e hobbies.<br />
Hoje tenho dois dentes a menos, dois cisos a menos e uma boca mole que faz eu me sentir o Duas Caras.</p>
<p>Outubro não existiu para o meu blog, e para mim foi uma mês de desafios que não terminaram ainda.<br />
Hoje tenho muito.<br />
Hoje meus domingos valem mais que céu azul.<br />
Hoje sentar e descansar é tudo o que eu preciso.</p>
<p>Novembro começou com dois cisos a menos.<br />
Novembro começou com duas notas 2,6 e um 9,8.<br />
Começou com antibiótico e antiinflamatório.<br />
Começou com feira do livro, sorvete e pure de batatas.<br />
E hoje verei meu amor, estarei com ele a noite e amanhã será um domingo nosso, para passearmos e estarmos juntos.
</p>
<p><a href="http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/11/01/meses#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sat, 01 Nov 2008 20:48:24 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Carrière</title>
	<link>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/08/20/carriere</link>
	<guid>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/08/20/carriere</guid>
		<description><![CDATA[<p><img id="image378752" src="http://marcelareinhardt.nireblog.com/blogs/marcelareinhardt/files/carriere1.jpg" alt="carriere1.jpg" align="middle" class="imgcentro" />
</p>
<p><a href="http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/08/20/carriere#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 18:47:17 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>A Linguagem Secreta do Cinema</title>
	<link>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/08/19/a-linguagem-secreta-do-cinema</link>
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		<description><![CDATA[<p>Depois de um tempo sem ler um livro decidi passar na biblioteca da faculdade e pegar alguma coisa que me interessasse e não me deixasse sentir falta de internet, já que estou sem este artifício maluco na modernidade em casa. Fui na sessão de cinema, minha favorita, e peguei para ler pela primeira vez esta obra que é leitura obrigatória de toda pessoa que gosta, trabalha ou pretende trabalhar com cinema, A LINGAGEM SECRETA DO CINEMA, de JEAN-CLAUDE CARRIÈRE.<br />
   Realmente eu concordo com tudo de bom que dizem sobre o livro apenas tendo lido um capítulo. De forma simples, tranquila, fácil de ler o autor explora a linguagem totalmente nova que o cinema trouxe para nosso mundo. Mostra a evolução desta a partir das mudanças tecnológicas e de como nossa visão se acostumou a ver filmes e entender a linguagem sem que aja necessidade de grandes explicações com relação ao que acontece nas cenas dos filmes. O cinema alterou a percepção das pessoas e é influenciado por tudo o que nos cerca.<br />
   Amei o livro e concerteza recomendo para todo mundo que tenha interesse no tema!
</p>
<p><a href="http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/08/19/a-linguagem-secreta-do-cinema#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 21:26:29 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>No Retiro da Figueira (Moacyr Scliar)</title>
	<link>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/08/11/no-retiro-da-figueira-moacyr-scliar</link>
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		<description><![CDATA[<p>Sempre achei que era bom demais. O lugar, principalmente. O lugar era... Era maravilhoso. Bem como dizia o prospecto: maravilhoso. Arborizado, tranqüilo, um dos últimos locais – dizia o anúncio – onde você pode ouvir um bem-te-vi cantar. Verdade: na primeira vez que fomos lá ouvimos o bem-te-vi. E também constatamos que as casas eram sólidas e bonitas, exatamente como o prospecto as descrevia: estilo moderno, sólidas e bonitas. Vimos os gramados, os parques, os pôneis, o pequeno lago. Vimos o campo de aviação. Vimos a majestosa figueira que dava nome ao condomínio: Retiro da Figueira.<br />
 Mas o que mais agradou à minha mulher foi a segurança. Durante todo o trajeto de volta à cidade – e eram uns bons cinqüenta minutos – ela falou, entusiasmada, da cerca eletrificada, das torres de vigia, dos holofotes, do sistema de alarmes – e sobretudo dos guardas. Oito guardas, homens fortes, decididos – mas amáveis, educados. Aliás, quem nos recebeu naquela visita, e na seguinte, foi o chefe deles, um senhor tão inteligente e culto que logo pensei: “ah, mas ele deve ser formado em alguma universidade”. De fato: no decorrer da conversa ele mencionou – mas de maneira casual – que era formado em Direito. O que só fez aumentar o entusiasmo de minha mulher.<br />
 Ela andava muito assustada ultimamente. Os assaltos violentos se sucediam na vizinhança; trancas e porteiros eletrônicos já não detinham os criminosos. Todos os dias sabíamos de alguém roubado e espancado; e quando uma amiga nossa foi violentada por dois marginais, minha mulher decidiu – tínhamos de mudar de bairro. Tínhamos de procurar um lugar seguro.<br />
 Foi então que enfiaram o prospecto colorido sob nossa porta. Às vezes penso que se morássemos num edifício mais seguro o portador daquela mensagem publicitária nunca teria chegado a nós, e, talvez... Mas isto agora são apenas suposições. De qualquer modo, minha mulher ficou encantada com o Retiro da Figueira. Meus filhos estavam vidrados nos pôneis. E eu acabava de ser promovido na firma. As coisas todas se encadearam, e o que começou com um prospecto sendo enfiado sob a porta transformou-se – como dizia o texto – num novo estilo de vida.<br />
 Não fomos os primeiros a comprar casa no Retiro da Figueira. Pelo contrário; entre nossa primeira visita e a segunda – uma semana após – a maior parte das trinta residências já tinha sido vendida. O chefe dos guardas me apresentou a alguns dos compradores. Gostei deles: gente como eu, diretores de empresa, profissionais liberais, dois fazendeiros. Todos tinham vindo pelo prospecto. E quase todos tinham se decidido pelo lugar por causa da segurança.<br />
 Naquela semana descobri que o prospecto tinha sido enviado apenas a uma quantidade limitada de pessoas. Na minha firma, por exemplo, só eu o tinha recebido. Minha mulher atribuiu o fato a uma seleção cuidadosa de futuros moradores – e viu nisso mais um motivo de satisfação. Quanto a mim, estava achando tudo muito bom. Bom demais.<br />
Mudamo-nos. A vida lá era realmente um encanto. Os bem-te-vis eram pontuais: às sete da manhã começavam seu afinado concerto. Os pôneis eram mansos, as aléias ensaibradas estavam sempre limpas. A brisa agitava as árvores do parque – cento e doze, bem como dizia o prospecto. Por outro lado, o sistema de alarmes era impecável. Os guardas compareciam periodicamente à nossa casa para ver se estava tudo bem – sempre gentis, sempre sorridentes. O chefe deles era uma pessoa particularmente interessada: organizava festas e torneios, preocupava-se com nosso bem-estar. Fez uma lista dos parentes e amigos dos moradores – para qualquer emergência, explicou, com um sorriso tranqüilizador. O primeiro mês decorreu – tal como prometido no prospecto – num clima de sonho. De sonho, mesmo.<br />
 Uma manhã de domingo, muito cedo – lembro-me que os bem-te-vis ainda não tinham começado a cantar – soou a sirene de alarme. Nunca tinha tocado antes, de modo que ficamos um pouco assustados – um pouco, não muito. Mas sabíamos o que fazer: nos dirigimos, em ordem, ao salão de festas, perto do lago. Quase todos ainda de roupão ou pijama.<br />
 O chefe dos guardas estava lá, ladeado por seus homens, todos armados de fuzis. Fez-nos sentar, ofereceu café. Depois, sempre pedindo desculpas pelo transtorno, explicou o motivo da reunião: é que havia marginais nos matos ao redor do Retiro e ele, avisado pela polícia, decidira pedir que não saíssemos naquele domingo.<br />
 – Afinal – disse, em tom de gracejo – está um belo domingo, os pôneis estão aí mesmo, as quadras de tênis...<br />
 Era mesmo um homem muito simpático. Ninguém chegou a ficar verdadeiramente contrariado.<br />
 Contrariados ficaram alguns no dia seguinte, quando a sirene tornou a soar de madrugada. Reunimo-nos de novo no salão de festas, uns resmungando que era segunda-feira, dia de trabalho. Sempre sorrindo, o chefe dos guardas pediu desculpas novamente e disse que infelizmente não poderíamos sair – os marginais continuavam nos matos, soltos. Gente perigosa; entre eles, dois assassinos foragidos. À pergunta de um irado cirurgião o chefe dos guardas respondeu que, mesmo de carro, não poderíamos sair; os bandidos poderiam bloquear a estreita estrada do Retiro.<br />
 – E vocês, por que não nos acompanham? – perguntou o cirurgião.<br />
 – E quem vai cuidar da família de vocês? – disse o chefe dos guardas, sempre sorrindo. 15º § Ficamos retidos naquele dia e no seguinte. Foi aí que a polícia cercou o local: dezenas de viaturas com homens armados, alguns com máscaras contra gases. De nossas janelas nós os víamos e reconhecíamos: o chefe dos guardas estava com a razão.<br />
 Passávamos o tempo jogando cartas, passeando ou simplesmente não fazendo nada. Alguns estavam até gostando. Eu não. Pode parecer presunção dizer isto agora, mas eu não estava gostando nada daquilo.<br />
 Foi no quarto dia que o avião desceu no campo de pouso. Um jatinho. Corremos para lá.<br />
 Um homem desceu e entregou uma maleta ao chefe dos guardas. Depois olhou para nós – amedrontado, pareceu-me – e saiu pelo portão da entrada, quase correndo.<br />
 O chefe dos guardas fez sinal para que não nos aproximássemos. Entrou no avião. Deixou a porta aberta, e assim pudemos ver que examinava o conteúdo da maleta. Fechou-a, chegou à porta e fez um sinal. Os guardas vieram correndo, entraram todos no jatinho. A porta se fechou, o avião decolou e sumiu.<br />
 Nunca mais vimos o chefe e seus homens. Mas estou certo que estão gozando o dinheiro pago por nosso resgate. Uma quantia suficiente para construir dez condomínios iguais ao nosso – que eu, diga-se de passagem, sempre achei que era bom demais.</p>
<p>(Os melhores contos. 2. Ed. São Paulo, Global, 1968.)
</p>
<p><a href="http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/08/11/no-retiro-da-figueira-moacyr-scliar#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 21:42:43 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Nada te alcançaria</title>
	<link>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/07/18/nada-te-alcancaria</link>
	<guid>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/07/18/nada-te-alcancaria</guid>
		<description><![CDATA[<p>Nem que eu quisesse.</p>
<p>Nada paga por uma noite assim<br />
Poder dormir no meio dos teus braços<br />
Poder dormir após te beijar<br />
E acordar sentindo ainda teu calor<br />
E todos os beijos que tu podes dar</p>
<p>Nada supera a sensação de harmonia<br />
Que em dias turbulentos apenas tu me trazes</p>
<p>Nada se parece com o teu sorriso de manhã<br />
Nem que eu pudesse dominar o mundo<br />
Eu veria algo parecido na natureza</p>
<p>Nada pode explicar o quanto eu gosto<br />
De apenas sentir os teus dedos entrelaçando os meus</p>
<p>O carinho que eu sinto perto de ti<br />
Não pode ser comprado nem por todo o dinheiro do mundo<br />
Não pode ser encontrado em nenhum outro corpo</p>
<p>A sedução destes dias não pode ser apagada<br />
Nem por uma pobre memória<br />
A calma e a vontade de estar ao teu lado<br />
Apenas pedaço do que eu posso dizer<br />
Que sinto quando te vejo</p>
<p>Nada explica isso<br />
Nunca explicou<br />
Nada explica erros e acertos<br />
Não sei onde acerto, mas estar contigo agora<br />
É a melhor coisa que eu poderia ter escolhido<br />
Fugir do mundo nos teus braços me deixa mais forte<br />
Pra encarar o mundo ao me afastar deles</p>
<p>Nada compraria isso<br />
Nada substituiria isso à altura</p>
<p>Nem que eu quisesse.</p>
<p>Marcela Reinhardt<br />
Pelotas, 18 de julho de 2008.
</p>
<p><a href="http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/07/18/nada-te-alcancaria#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 05:41:28 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>O Sonho</title>
	<link>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/06/03/o-sonho</link>
	<guid>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/06/03/o-sonho</guid>
		<description><![CDATA[<p>Contando segundos e estrelas<br />
Dorme como uma fada<br />
Veste seu corpo do mais puro tecido<br />
Abre os olhos no primeiro minuto da luz<br />
Não pode perder o tempo correr<br />
Não quer perder de ver a última estrela dormir<br />
Mas dormiu antes de acordar<br />
Enquanto as pálpebras estavam pesadas<br />
Teve sonhos<br />
Sonhou com um dia de céu verde<br />
E árvores azuis<br />
Sonhou com o orvalho castanho<br />
Sonhou com borboletas a atacando<br />
Sem chance de vencer<br />
Acordou sem sentir suas pernas<br />
Despertou pro dia comum<br />
E perdeu o deitar da lua<br />
Despertou com o brilho do sol<br />
Maltratando sua retina<br />
Nenhuma nuvem a salvá-la<br />
Guardava no peito o que só seu coração suportara.<br />
Canta versos estranhos<br />
Navega sem um barco pelo rio<br />
E não faz diferença<br />
Pois chegará ao mesmo ponto de onde saiu.<br />
Em alguns segundos<br />
Sem sentir seu corpo foi devorado<br />
Pelas formigas que dormiam junto<br />
Ao seu belo e leve corpo<br />
Não há porque voltar<br />
Decidiu fechar os olhos e esperar<br />
A primeira estrela acordar<br />
Para então voltar a sonhar.<br />
E sonhou ser uma princesa<br />
No meio do deserto<br />
E viu seu castelo como resto<br />
De glória, de vida<br />
Em um segundo as formigas transformaram-se<br />
Em grãos de areia que sujam sua pele<br />
Não restava nada se não deitar<br />
E esperar a sede matar<br />
Ao cair sentiu seu joelho bater forte<br />
E não doer, talvez não doesse a morte também<br />
Fechou os olhos e despertou<br />
Sentindo pingos de chuva em sua face<br />
Apenas abre a boca e bebe tudo o que der<br />
Não morrerá mais de sede<br />
E também não está mais no deserto<br />
Está no meio de uma chuva que não é chuva<br />
E ao seu redor ao longe vê luzes de postes<br />
De cidade<br />
Não vê as estrelas e nem sente o sol<br />
É madrugada<br />
O silêncio do deserto se transformou em gritos<br />
Mas seu corpo ainda é<br />
Apenas ilusão<br />
Instrumento velho usado e jogado fora<br />
Não é mais parte daquilo<br />
Não é mais fada, nem bela<br />
É estúpida velha a morrer no meio da rua.<br />
Entre presente, passado e futuro<br />
Perdeu-se<br />
Entre sonho, imaginação e delírio<br />
Perdeu-se ao tentar lembrar o que era real<br />
E já nem fazia diferença<br />
Já não estava mais aqui<br />
Voou, agora sim,<br />
Como uma fada<br />
E sonhou como nunca antes<br />
Flutuou sob as estrelas.<br />
Aquele corpo gasto já não era mais seu<br />
Agora era mais que antes<br />
Era o universo todo<br />
Era tudo o que existia<br />
E não mais limite físico</p>
<p>Marcela Reinhardt<br />
Pelotas, 3 de junho de 2008.
</p>
<p><a href="http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/06/03/o-sonho#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 01:36:20 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Neste Instante</title>
	<link>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/05/27/neste-instante</link>
	<guid>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/05/27/neste-instante</guid>
		<description><![CDATA[<p>Sentei-me lentamente na areia<br />
Fiz os grãos se espalharem<br />
Deixei os pés descalços<br />
E esperei as ondas me alcançarem</p>
<p>O vento tratou de desarrumar meus cabelos<br />
E a água fria de leve tocou meus pés<br />
Quando a grande nuvem aproximou-se<br />
Senti os pingos de chuva em meus lábios</p>
<p>Neste instante senti saudade<br />
E desejei trocar<br />
A areia por seu corpo</p>
<p>O vento por suas mãos<br />
O mar por seus pés<br />
E a chuva por seus lábios</p>
<p>Marcela Reinhardt
</p>
<p><a href="http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/05/27/neste-instante#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Tue, 27 May 2008 14:54:46 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>23 de maio</title>
	<link>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/05/23/23-de-maio</link>
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		<description><![CDATA[<p>Besteira não posso ser, apenas me sinto em um barco incerto... Com os braços fortes a remar, mas sem certeza quanto à direção a seguir.<br />
Desconheço o barco que lido, nem sei até onde quero ir, não é fácil viver.<br />
Ninguém me disse que seria, mas apenas queria que fosse tudo sempre claro e simples.<br />
Não é.<br />
E o que fazer então?<br />
Desistir jamais, já passou meu tempo de pensar em desistir, estou longe demais na vida para deixá-la para trás. Agora só me resta seguir até o final.<br />
Às vezes me reconheço no espelho, e lembro de mim correndo perdida no mundo louco que eu estava descobrindo. Agora já descobri e me surpreendo do quanto difícil está sendo acreditar quando descrente me mostrei.<br />
Há passos simples como eu quero e outros que eu nem enxergo direito e quando percebo já me levaram a algum lugar, muitas vezes não escolhido.<br />
Pelo menos posso dizer que estou aonde eu queria estar agora.
</p>
<p><a href="http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/05/23/23-de-maio#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Fri, 23 May 2008 02:15:56 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>mais uma</title>
	<link>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/05/07/mais-uma</link>
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		<description><![CDATA[<p>Somos mendigos<br />
Somos mães, filhos, pais e avós<br />
Que já não sabem amar.<br />
Somos pássaros que perderam suas asas<br />
E o tempo não ajuda, não.<br />
Somos o vento frio que corta<br />
Não somos o calor que une.<br />
Somos os degraus que só descemos<br />
Porque não sabemos mais subir.<br />
Somos manhãs, tardes e noites<br />
Onde o amor não está.<br />
Somos o horizonte que ninguém alcançará.<br />
Somos o ódio escondido em gargalhadas.<br />
Somos vinho que mancha toda a falsa magia.<br />
Não somos magos, nem estrelas<br />
Nem ao morrer seremos.<br />
Não somos sinceridade nem criatividade<br />
Não somos arte nem beleza.<br />
Somos o mundo<br />
Somos tudo o que não queremos ver<br />
E nos deitamos pra esconder.</p>
<p>Marcela<br />
26/04/2007.
</p>
<p><a href="http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/05/07/mais-uma#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Wed, 07 May 2008 01:51:09 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Sentidos</title>
	<link>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/05/04/sentidos</link>
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		<description><![CDATA[<p>Por onde andam os meus sentidos?<br />
Meu paladar está estranho<br />
Só amargo reconheço;<br />
Meus olhos embaçados<br />
Me fazem ser tão frágil;<br />
Meu nariz não te percebe,<br />
Ele não sente o que os outros sentem;<br />
O que eu ouço é tão estranho<br />
Apenas palavras desconexas<br />
E o toque é só o que me sobra.<br />
Nele eu me escoro,<br />
Me faz ver o mundo.<br />
Lembro bem do toque<br />
E não esqueço do quanto era<br />
Pele macia<br />
O quanto foi curto o tempo<br />
E como eu te senti.<br />
Não lembro do seu rosto, seu cheiro,<br />
Seu gosto, seu som, mas lembro bem do seu toque.<br />
Não esqueço.<br />
Fecho os olhos e amanheço em seus braços<br />
Nenhuma lágrima caiu por você<br />
Mas meu peito já doeu.</p>
<p>Marcela Reinhardt
</p>
<p><a href="http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/05/04/sentidos#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sun, 04 May 2008 04:58:28 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>O tempo</title>
	<link>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/04/26/o-tempo</link>
	<guid>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/04/26/o-tempo</guid>
		<description><![CDATA[<p>"A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.<br />
Quando se vê, já são seis horas!<br />
Quando de vê, já é sexta-feira!<br />
Quando se vê, já é natal...<br />
Quando se vê, já terminou o ano...<br />
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.<br />
Quando se vê passaram 50 anos!<br />
Agora é tarde demais para ser reprovado...<br />
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.<br />
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...<br />
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...<br />
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.<br />
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.<br />
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará."</p>
<p>Mário Quintana
</p>
<p><a href="http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/04/26/o-tempo#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 17:59:46 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>THE DOORS - PORTO ALEGRE/2008 - EU FUUUIII</title>
	<link>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/04/14/the-doors-porto-alegre2008-eu-fuuuiii</link>
	<guid>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/04/14/the-doors-porto-alegre2008-eu-fuuuiii</guid>
		<description><![CDATA[<p><img id="image275502" alt="show-doors-poa-36.jpg" src="http://marcelareinhardt.nireblog.com/blogs/marcelareinhardt/files/show-doors-poa-36.jpg" align="middle" class="imgcentro" />AAAAAAAAAAAAAAA<br />
Por enquanto não consigo dizer muito além de AAAAAAAAAAAAAAAA<br />
Cara, o Doors!!! Eu nunca sonhei ver o Ray e o Robby,ali há poucos metros de mim tocando músicas do Doors! Cara.. o que eu posso dizer???</p>
<p>...aaaAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAaaa...
</p>
<p>FOTOS EM MINHAS IMAGENS!!!! (o ícone está lá embaixo a direita)
</p>
<p>perfil do orkut : http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=7282722246676895819
</p>
<p><a href="http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/04/14/the-doors-porto-alegre2008-eu-fuuuiii#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Mon, 14 Apr 2008 01:09:55 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Ano 2008</title>
	<link>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/01/28/ano-2008</link>
	<guid>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/01/28/ano-2008</guid>
		<description><![CDATA[<p>E o ano mudou... mudaram os números que contamos... mudaram as datas... os beijos, os abraços voltaram...<br />
o sete virou oito... o um virará dois em abril... e em abril teremos outono... e folhas caindo... teremos o que ninguém ainda sabe... mas todos têm planos para dezembro...
</p>
<p><a href="http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2008/01/28/ano-2008#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Mon, 28 Jan 2008 01:37:30 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>post</title>
	<link>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2007/11/15/post</link>
	<guid>http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2007/11/15/post</guid>
		<description><![CDATA[<p><strong>La Nuova Gioventú<br />
Legião Urbana</strong></p>
<p>Tudo que sei<br />
É que você quis partir<br />
Eu quis partir você<br />
Tirar você de mim<br />
Demorei para esquecer<br />
Demorei para encontrar<br />
Um lugar onde você não me machucasse mais<br />
E aguardei um pouco<br />
Por que o tempo é mercúrio cromo</p>
<p><strong>Meu relógio gira de dois em dois minutos</strong></p>
<p>Amanhece, e o tempo não muda<br />
Só clareia a minha noite<br />
E começa a minha rotina</p>
<p>Mais um dia ao meio-dia eu acordei<br />
Perdi a hora ontem a noite<br />
E acordei com o som das panelas<br />
Dormi ao som dos pássaros<br />
Que livremente declamam seus poemas<br />
Felizes voam com seus amigos,<br />
Filhos e parentes</p>
<p>Os amores se acompanham<br />
E dormem juntos em noites de chuva<br />
Vêem filmes românticos e se beijam no final</p>
<p>Os amigos comem pizza em dias de festa<br />
E bebem para sorrir<br />
E sorriem para não chorar quando é dia triste</p>
<p>Hoje acordei com uma ressaca<br />
De quem muito foi fundo na dor<br />
E se perdeu<br />
Todos me perguntaram se estava doente<br />
Doente de amor, de saudade<br />
Passei a noite me procurando no escuro<br />
Disfarçando a noite com sons e cores</p>
<p>                         Marcela<br />
                          Pelotas, 13 de novembro de 2007.</p>
<p>Tu sabes quem tu és?<br />
Tu és aquele que me faz acordar feliz<br />
Só por saber que hoje é dia te ver<br />
Tu és aquele que me faz sorrir<br />
Nos dias mais difíceis<br />
Aquele que faz com que eu<br />
Esqueça os meus males<br />
Aquele que abafa minha TPM<br />
Com simples beijos sinceros</p>
<p>Tu sabes quem tu és?<br />
Tu és aquele que me ajuda a andar<br />
Nas tristes noites escuras<br />
Tu és aquele que aquece<br />
Não só meu corpo, como todo meu ser<br />
Aquele que mesmo distante<br />
Faz escapar de meus lábios sorrisos puros<br />
Aquele que me traz felicidade<br />
Mesmo sem perceber.</p>
<p>                         Marcela<br />
                       01/07/2007</p>
<p><strong>Tom Jobim - Retrato em Branco e Preto</strong></p>
<p>Já conheço os passos dessa estrada<br />
Sei que não vai dar em nada<br />
Seus segredos sei de cor<br />
Já conheço as pedras do caminho,<br />
E sei também que ali sozinho,<br />
Eu vou ficar tanto pior<br />
O que é que eu posso contra o encanto,<br />
Desse amor que eu nego tanto<br />
Evito tanto, E que no entanto,<br />
Volta sempre a enfeitiçar<br />
Com seus mesmos tristes, velhos fatos,<br />
Que num álbum de retratos,<br />
Eu teimo em  colecionar<br />
Lá vou eu de novo como um tolo,<br />
Procurar o desconsolo,<br />
Que cansei de conhecer<br />
Novos dias tristes, noites claras,<br />
Versos, cartas, minha cara,<br />
Ainda volto a lhe escrever<br />
Pra lhe dizer que isso é pecado,<br />
Eu trago o peito tão marcado<br />
De lembranças do passado,<br />
E você sabe a razão<br />
Vou colecionar mais um soneto,<br />
Outro retrato em branco e preto,<br />
A maltratar meu coração
</p>
<p><a href="http://marcelareinhardt.nireblog.com/post/2007/11/15/post#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Thu, 15 Nov 2007 14:33:00 -0300</pubDate>	</item>
</channel>	
</rss>
 
